quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Björk e o fã Paulo Moura–por Ricardo Morais–Natura Musical

CURIOSIDADES

Ricardo Morais por Ricardo Morais

O que une o brasileiro Paulo Moura e a islandesa Björk? Aparentemente, seus universos são completamente diferentes, mas descobrimos que Paulo Moura gostava muito da cantora, que também é atriz, compositora e multi-artista.

Quem nos contou essa história foi o músico André Sachs, grande companheiro de Paulo Moura e produtor de Fruto Maduro, CD que acompanha o livro "Paulo Moura, Um Solo Brasileiro".

Baixe faixas do disco aqui.

"Eu mostrei vários trabalhos da Björk para ele. Quando ele parava pra ouvir, ouvia em silêncio e muitas vezes ia pro piano pra descobrir o que estava acontecendo harmonicamente na música", lembra André.

Outra curiosidade é que Björk já gravou uma música que Paulo Moura também lançou. Foi Travessia, de Milton Nascimento, cantor que o saxofonista e clarinetista também acompanhou, além de criar arranjos para alguns dos seus principais discos.

Os revolucionários da harmonia

Tudo junto em uma coisa só. Björk era a artista que Paulo Moura mais gostava da cena contemporânea atual.

"Uma das coisas que ele comentou e fez questão de afirmar é que de tudo que eu mostrei pra ele, apesar dele ter gostado de várias coisas, a Björk é o que ele achava mais interessante", conta André Sachs.

Esse encanto pela artista islandesa pode ter muito a ver com a paixão de Paulo pela música erudita.

Estudioso e entusiasta de músicos como Stravinsky, ele via nas harmonias de Björk a busca por extrapolar os limites. Inclusive, ela foi aluna de Stockhausen, um dos maiores revolucionários da música contemporânea.

Apesar de Paulo Moura ter falecido no ano passado, e não ter gravado uma música da Björk, ou vice versa, ela e outros "novos" artistas influenciaram o álbum Fruto Maduro.

"Nomes como Massive Attack, Portishead, ou nomes da vanguarda do jazz, como John Scofield ou Branford Marsalis, inevitavelmente influenciaram o CD. No disco a ideia foi usar os loops que nós mesmo criávamos", revela André Sachs, sobre o flerte que ele e Paulo Moura revelam com elementos eletrônicos no disco novo - flerte esse que não deixou os som dos instrumentos acústicos perderem sua ternura.

veja o artigo original no Blog Natura Musical

Um comentário:

Liz Dantas disse...

Muito bom,muito bom mesmo